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jun
26

O Aviso

Postado admin

anjos93

Existem pessoas que, por sua forma natural de agir, conquistam os demais. Algumas são tão estimadas pelas crianças que passam a ser chamadas de tias, vovôs, sem terem qualquer laço de parentesco.

Assim era com o senhor Raul. Ele fora, durante anos, o professor de História na maior escola daquela cidade. Leia o resto desta pagina »

out
21

Acima de Tudo, as Leis Divinas

Postado admin

Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo?
 
No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres: “foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa”, “foi extraviada grande porção de otimismo, quem a encontrar favor devolver no endereço citado”.
 
Ou então, “incêndio consumiu toda a fidelidade de fulano” ou, “naufragou a honestidade de beltrano”.
 
Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.
 
Todavia, alguns podem argumentar que isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.
 
No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes.
 
Quem, verdadeiramente, conquista uma virtude, jamais a perde.
 
Contou-nos um amigo, jovem advogado, que labora num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala e tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe:
 
“Quero que você arquive estes processos.”
 
O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente: “porque os acusados são meus amigos e me pediram esse favor”.
 
O moço que, por sua vez, tinha um compromisso sério com a própria consciência, que é onde estão inscritas as leis divinas, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir.
 
Tempos depois, os amigos do diretor tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma.
 
E, quando o diretor foi tirar satisfação com o advogado, este argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade dos seus atos. E que somente a falta de provas poderia livrá-los, o que não era o caso.
 
Se esse jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação:
 
Esta pessoa sofreu, em tal data, um assalto da corrupção e da prepotência e teve seus bens mais preciosos, que são a fidelidade e a honestidade, roubados.
 
Mas, felizmente, isso não aconteceu.
 
……………….
 
Toda vez que permitimos que nossas virtudes sejam compradas ou roubadas, ficamos mais pobres espiritualmente.
 
Toda vez que aplaudimos a corrupção e a ganância, tirando proveito de cargos, posições sociais, ou de situações diversas em benefício próprio e em detrimento de outrem, estamos nos candidatando a entrar no mundo espiritual como mendigos morais.
 

 
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita.

out
21

Anjos de Guarda

Postado admin

Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?
 
Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.
 
Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele.
 
Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.
 
Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa.
 
O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja.
 
E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas.
 
Ou para quem caminha só nas estradas do Mundo. Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu.
 
Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste.
 
Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.
 
É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha.
 
É ele que nos sussurra aos ouvidos: “Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!”
 
Ou nos incentiva: “Vá em frente! Esforçe-se! Estou com você!”
 
É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus.
 
Foi Deus quem aí o colocou. e ele permanece por amor de Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão.
 
Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia.
 
Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa.
 
Sua ação é sempre regulada, porque, se fôssemos simplesmente teleguiados por ele, não seríamos responsáveis pelos nossos atos.
 
Também não progrediríamos, se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões.
 
O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem se confia a suas próprias forças.
 
E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.
 
Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente.
 
Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual.
 
E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.
 
Pense nisso!
 
Você pode ter se transviado no Mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos.
 
Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.
 
Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas.
 
Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.
 
Pense nisso!
 

 
Autor:
Redação do Momento Espírita, com base nos itens 492, 495 e 501 de O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB.