No dia das avós, é comum as mais lindas mensagens de amor e carinho, serem enviadas com flores, presentes, surpresas, para aquela que é o melhor privilégio extra que qualquer criança pode ter.
Avó é aquela pessoa que eu chego pertinho e ela tem sempre uma palavra certinha pra tudo que eu pergunto, e parece que a minha pergunta fez com que ela achasse uma resposta que procurava há muito tempo.
Por mais tempo que eu precise, ela sempre tem muito tempo pra mim e consegue parar tudinho que fazia simplesmente pra me escutar.
E se tenho soninho. só ela tem as musiquinhas mais gostosas que já ouvi, e consegue que num minutinho tudo se ajeite, e parece que sempre tudo vai ser sempre muito bom.
Avó é quem tem as receitas mais gostosas e faz os docinhos e biscoitinhos mais cheirosos que já comi.
Ela conta pra mim coisas que aconteceram com meus pais, coisas de antigamente, e parece que sabe tudo, me ensina a jogar video game… a usar o videocassete.. a usar o computador… e às vezes fico pensando.. será que ela é mesmo velhinha? acho que não.
Ser avó é mostrar que tem orgulho de mim, como se tivesse recebido uma medalha ou um troféu muito lindo! Eu!
E hoje vovó, queria que soubesse o quanto me orgulho de ter uma vovó tão linda e amiga como você!!
Feliz Dia da Vovó!
Os avós eram de carne e osso.
Tomavam mate, comiam carne com farinha,
campereavam.
Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.
Os avós tinham braços e pernas e cabeça
(olhai os seus retratos nas molduras).
Laçavam de todo o laço, amanuseavam potros,
fumavam grossos palheiros de bom fumo
e amavam seus cavalos que rompiam ventos
e bandeavam arroios como um barco ágil.
Usavam lenços sob a barba espessa
e o barbicacho lhes prendia ao queixo
sombreiros negros para a chuva e sóis.
Palas de seda para as soalheiras,
ponchos de lá quando a invernia vinha.
Tinham impérios de flechilha e trevo
e famílias de bois no seu império.
E eram marcas de fogo os seus brasões.
Charlavam de potreadas e mulheres,
de episódios de adaga contra adaga,
do tempo, das doenças, das mercâncias
de gado gordo para os saladeiros.
Tinham homens a seu mando, os avós.
No quartel rude dos galpões campeiros
- enseivados de mate e carne gorda -
os empíricos soldados madrugavam
na luz das labaredas de espinilho
que era sempre o primeiro sol de cada dia.
Honravam os avós a cor dos lenços:
- a seda branca dos republicanos,
o colorado dos federalistas.
E morriam por eles, se preciso,
- coronéis de milícias bombachudas
acordando tambores nos varzedos
no bate casco das cavalarias.
Nas largas camas de cambraias alvas
vestindo o corpo da mulher mocita,
juntavam carnes no silêncio escuro
pautado por suspiros que morriam
no contraponto musical dos grilos…
Os avós eram de carne e osso.
Tinham braços e pernas e cabeça,
artérias, nervos, coração e alma.
Humanos como nós, os velhos tauras,
mas de bronze e de ferro nos parecem
esses campeiros que fizeram história.
Estátuas vivas de perenidade
nos pedestais do tempo e da memória.
Num porta-jóias, num baú, num cofrezinho,
Guardam moedas, selos, fotos, alianças,
Cartas antigas, bibelôs e bilhetinhos,
Que revisitam quando querem ser crianças.
No coração, guardam saudades e lembranças,
Tempos felizes e, quando querem sonhar,
Fecham os olhos, sorriem, entram na dança
De um velho tempo que não pode mais voltar.
Quando estão tristes, basta só que um dos netinhos
Pequenininhos venha com eles brincar,
Trocando doces travessuras por carinhos,
Que eles voltam a sorrir e a sonhar.
Há tanta história na vida desses avós
Que se a gente pudesse ouvi-los contar,
Perceberíamos que nós, sim, estamos sós,
Quando não temos nem tempo para escutar.
Quanto mistério há em cada coração
De cada avô, de cada avó e nós nem sabemos
Tanta aventura, tanto amor, tanta paixão,
Vivemos tanto… e diante deles, o que temos ?
São tão sozinhos, mas guardam tantas lembranças
E o que querem de nós, senão o respeito ?
Ah… meus avós, quando a dor nos faz crianças,
Que bom seria apertá-los contra o peito…
Tantas vezes sem conta
O meu pranto de criança
Enxugou com perseverança
Acalentou-me docemente
No colo macio e acolhedor
Por amor simplesmente
Dos milhões de arranhões
Com beijos afáveis
As feridas curou
A criança traquina
Dos castigos maternos
Você livrou
Com doces e guloseimas
Mimou alegremente
Os brinquedos quebrados
Consertou rapidamente
E as doces lembranças
Ainda trago comigo
Da infância vivida
E os avós tão queridos.
A você
Vovó que nos cerca de muito carinho, de muito amor.
Que nos faz todas as vontades.
Que nos dá tudo sem nada pedir.
Que nos ama mais que a si própria.
A você, minha querida vovó, que Deus a abençoe cada dia mais.
Que nos dê a bênção de sempre tê-la conosco, nos dando muito amor, nos passando experiências, nos ouvindo com carinho, nos ‘dengando’, nos orientando, nos aconselhando, nos suportando sempre com muita paciência.
Você é para nós, seus netos, um grande exemplo de experiência, de trabalho, de honestidade, de paciência, de fé, de firmeza, e principalmente de muito amor.
Amamos você Vovó…

