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07

A Arte de Ser Avó

Postado admin

Um belo dia, sem que lhe fosse imposta
 nenhuma das agonias da gestação ou parto,
 o doutor lhe põe nos braços uma criança. Completamente grátis - nisto é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida.

No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó.

Há acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe. Não importa que ela ensine à criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha” e lhe conte que de noite, às vezes, ela de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais.

Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga, a rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas programadas, leva a passear, “não ralha nunca”, deixa se lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica.

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô que se quebrou porque ele - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque ninguém zangou, o culpado foi a bola mesmo, não foi, vó?

Era um simples boneco que custou caro.

Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague! 

Autor:Raquel de Queiroz
 

Fonte:http://www.sabedoriadosmestres.com

mai
07

Mãe Avó

Postado admin

Você a grande amiga,
que nos dá a sua mão na infância
 e caminha com a gente pela vida,
 dando-nos sem nenhuma exigência
 sua ternura e compreensão.
 Lembramo-nos de você, mãe primeira,
 com seus afagos, seus risos, brincadeiras,
 não só beijos mas também repreendas,
 sabendo ouvir, compreender
 nossa acanhada ou atrevida confidência
 que nascem na meninice ou adolescência.
Você, vovó, nossa mão amiga,
 que volta ao tempo e se faz entendida
 de nossos diálogos infantis,
das nossas falas e eloqüências.
 Vovó, aqui estamos, hoje, todos para lhe dizer
 do nosso  AMOR, DO NOSSO CARINHO
E DE NOSSA ETERNA GRATIDÃO
Feliz dia das Mães, Vovó, por natureza,
 nossa mãe duas vezes.
Muito mais que isso, mulher, companheira
com seu jeito de moça faceira
que em idos anos conquistou o nosso avô.
O tempo passa e a idade chega,
deixando com certeza sua marca
mas não esmoreceu o seu amor
e nós somos os mais finos galhos
desta sua frondosa árvore família
e queremos ser seu apoio, seus atalhos
onde encontrará sempre um abraço
de nosso braços cheios de amor.

Autor: Regina Célia
 
 
Fonte:http://www.sabedoriadosmestres.com