Viver é sempre dizer aos outros que elas
são importantes.
Que nós o amamos, porque um dia eles se vão,
e ficamos com a nítida impressão
de que não o amamos o suficiente.
Guerreiro,
sê feliz na tua partida,
pois neste mundo abrangeste todas as dores,
todas as desditas
e fizeste felizes e consoladas centenas
de almas, a curar suas feridas.
Guerreiro,
sê feliz na tua chegada na espiritualidade.
Pois és o retorno de uma alma que cumpriu
sua finalidade.Lembrando e vivenciando
tudo o que jesus nos legou,
mostrando-nos o caminho da felicidade.
Vai pois em paz, alma querida.
A saudade tornar-se-á um bálsamo em
nossos corações, e a luz que deixaste sempre
nos trará, além de grandes emoções,
um grande alento à alma ferida.
Que alegria, Guerreiro,
o reencontro com todos os que sucesso
ficaram-te desejando
o encontro com teu guia e tantas almas
afins, que te estarão esperando
felizes com tua chegada e unidos a
uma só voz; exclamando:
“Sê benvindo, bendito de meu Pai”!
Nas horas difíceis, procuremos sorrir
e saibamos caminhar.
Na frente, a Divina Bondade nos espera
e não faltará combustível do socorro
Divino à lâmpada de nossas necessidades,
a fim de que haja bastante luz em nosso roteiro.
Quanto mais intenso se nos fizer o
trabalho com Jesus, mais ampla
assistência de Jesus receberemos.
Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que eu não perca a vontade de VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa…
Que eu não perca a vontade de ter grandes AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas…
Que eu não perca a vontade de AJUDAR as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a VONTADE de amar, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim…
Que eu não perca a LUZ e o BRILHO no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo,
escurecerão meus olhos…
Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu forte ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos…
Que eu não perca a BELEZA e a ALEGRIA de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma…
Que eu não perca o AMOR por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços
incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de doar este enorme AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de ser GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno… E acima de tudo…
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois….
a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor!
Certa feita, um homem esbaforido
achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos seus
ouvidos:- Escuta, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular…Espera!- ajuntou o sábio prudente- já passastes o que me vai dizer pelos três crivos?
-Três crivos?- perguntou o visitante, espantado,
- Sim, meu caro amigo, três crivos, Observemos
se tua confidência passou por eles.O primeiro é
o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza
quanto aquilo que pretendes comunicar?
-Bem- ponderou o interlocutor- assegurar mesmo,
não posso… Mas ouvi dizer e…então…
- Exato, Decerto peneiraste o assunto pelo
segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja
real o que julga saber, será pelo menos bom
o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
- Isso não… Muito pelo contrário…
- Ah – tornou o sábio – então recorramos ao
terceiro crivo,o da utilidade, e notemos o
proveito do que tanto te aflige.
-Útil?- aduziu o visitante ainda agitado – útil
não é…- Bem- rematou o filósofo num sorriso – se
o que tens a confiar não é verdadeiro, nem bom
e nem útil, esqueçamos o problema e não te
preocupes com ele, já que nada valem casos
sem edificação para nós!…Aí está, meu amigo,
a lição de Sócrates,
em questão de maledicências